Para o amor que não foi meu

Para o amor que não foi meu 

Autora: Yasmin Vitória


Em nossa vida, temos muitos amores.

Todos eles são para ser vividos,

Mas nem todos para serem mantidos.

Alguns vêm para se tornar uma bela amizade,

Outros, para nos trazer maturidade.

Alguns chegam com caridade,

E outros, com verdade.

Uns nos ensinam a igualdade,

E outros, infelizmente, a maldade.


Em meio a tantas realidades,

O amor nos ensina a vontade:

Vontade de crescer, de viver,

De amar e de vencer.


Há amores que nos ensinam a dor,

E o renascimento após ela.

Há amores que tornam a vida mais bela.

Há amores… e amores.

Mesmo entre temores, dores, flores e cores,

Todas as coisas que envolvem amores…


Se fosse para ser simples,

Não seria tão bonito.

Se fosse para ser raso,

Não seria infinito.

O amor é vasto como o oceano,

Cheio de mistérios desconhecidos.

Pode abrigar belezas,

Mas também esconder monstros marinhos.


Só vive o amor de verdade

Aquele que se permite mergulhar

Com coragem.

Amor não é vaidade,

Nem moeda de troca,

Não se dá cobrando com juros depois.


O amor é como feijão com arroz:

Não precisa ser igual,

Não precisa ser normal.

Não tem rótulo nem fórmula de jornal.

É amplo, infinito,

Profundamente individual.


Só dá amor quem tem amor dentro de si.

Não vamos nos iludir:

O amor é, sim, para repartir —

Mas, para isso, é preciso ter amor em si.


Eu poderia escrever uma biblioteca inteira

E ainda assim

Estaria longe de explicar o amor.

Pois explicar o amor

É como tentar explicar o universo:

Não cabe nestes versos

Que humildemente vos escrevo.


Nestas rimas capengas,

Esta jovem que vos fala tenta

Desabafar sobre o amor.


Este é o meu coração,

Falando ao amor que tive,

Ao amor que me deixou,

Ao amor que me ensinou,

E ao amor que me resgatou.

Ao amor que me protegeu,

O amor que me conheceu,

O amor que foi meu…

Ao meu próprio amor.


A todo amor que me tocou —

Sendo ele seu, dele, nosso, meu —

Pois o amor não é de ninguém.

O amor é livre,

Assim como eu sou.

Só sei amar com liberdade;

O contrário seria vaidade —

E não amor.


Encerro dizendo ao leitor:

Ame. Sonhe. Acredite.

Morra e renasça quantas vezes for preciso.

Pois isso… isso é amor.


Rio de Janeiro 03/08/2025

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