Autoestima: entre quedas e revoluções.

Autoestima: entre quedas e revoluções. 


Como toda mulher, em algum momento me vi de frente com esse “problema”. E eu não sou diferente. Me encontrei nos mesmos questionamentos das mulheres que vieram antes de mim, das que vivem agora — e, infelizmente, das que ainda virão.

Depois de observar muito, cheguei a algumas conclusões.


Autoestima vai muito além de ter uma estética agradável. Vai além de um corpo bonito, de corresponder a padrões, de ser refém da indústria de cosméticos ou da validação constante.

Autoestima não mora no espelho. Mora dentro.


E isso exige coragem.

Coragem para aceitar a própria sombra.

Não sou perfeita — e não tenho obrigação de ser.

Me aceitar por inteiro, inclusive aquilo que ainda não sei mudar, é parte do processo.


Autoestima também é não depender da aprovação alheia, nem mesmo daquelas pessoas que mais amo. Porque amor que exige que eu me diminua cobra um preço alto demais.

É fazer coisas por mim, coisas que realmente gosto, mesmo quando ninguém entende.

É saber dizer não sem pedir desculpas por existir.

É cortar o que faz mal, mesmo que doa, mesmo que deixe vazio por um tempo.


É aprender a comunicar o que penso e sinto, ainda que minha voz trema.

É lidar com minhas transformações e aprendizados, aceitando que crescer nem sempre é bonito ou confortável.

É entender que chorar não é fraqueza — é pausa. É atravessar a dor em vez de fingir que ela não existe.


Autoestima é me tornar meu próprio lugar de paz, num mundo que constantemente tenta me desestabilizar.

É reconhecer minhas limitações sem me definir por elas.

E, ao mesmo tempo, reconhecer minha capacidade de sobreviver, aprender e seguir — mesmo quando tudo parece pesado demais.


Autoestima não é se amar o tempo todo.

É não se abandonar quando o amor falha.

 Com amor, 

Mina Victorie. 



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